Descubre los riesgos de tu empresa y gestiónalos. La revolución de los sistemas GRC
27 Oct 2026 No hay comentarios Marcos Sanchez Sin categorizar

Alzheimer: novas pistas para futuros tratamentos

Nem todas as notícias relacionadas com tecnologia, regulamentação ou risco têm de vir acompanhadas de um alerta.

Um estudo publicado a 8 de outubro na Nature Neuroscience combinou informação genética, dados moleculares e registos de saúde com um objetivo muito concreto: procurar novas vias para tratar a doença de Alzheimer.

Os investigadores identificaram vários possíveis alvos terapêuticos e estudaram com especial atenção um deles, denominado EPHX2.

Em modelos celulares e organoides cerebrais, a sua inibição mostrou efeitos associados a uma redução da proteína tau fosforilada, um dos elementos relacionados com o desenvolvimento da doença.

O estudo também testou esta via num modelo animal de Alzheimer e observou uma melhoria do desempenho cognitivo.

Mas talvez um dos aspetos mais interessantes esteja noutra parte do trabalho.

Os investigadores analisaram dados de saúde de mais de 111 000 pessoas com défice cognitivo ligeiro para estudar se determinados medicamentos já existentes poderiam estar associados a uma menor probabilidade de desenvolver posteriormente Alzheimer.

Os resultados permitiram identificar vários medicamentos que poderão merecer uma investigação mais aprofundada.

Isto não significa que exista uma nova cura nem um tratamento disponível amanhã.

Ainda estamos a falar de investigação, e há um longo caminho a percorrer antes de estes resultados poderem ser aplicados na prática clínica.

Mas é precisamente isso que torna este avanço interessante.

Em doenças tão complexas como o Alzheimer, cada novo alvo, cada mecanismo melhor compreendido e cada possibilidade de reutilizar medicamentos já conhecidos pode abrir uma nova linha de investigação.

E, entre tanta regulamentação, cibersegurança e risco, pareceu-nos uma boa oportunidade para recordar algo: também acontecem coisas boas.

Share: